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PoetósferaLa BibliotecaJoaquim de Melo Freitas

Joaquim de Melo Freitas · Vanguardias / s. XX

No theatro anatomico

portugués

Sobre a meza de marmore luxuosa
Descança scintillante formosura
D'uma creança esbelta, uma pintura,
Que parece dormir silenciosa.

As alvas rômas, que a virtude espósa
São como alegre ninho de candura;
Tão fresca, tão sentida e melindrosa,
Causa pena entregal-a á sepultura.

Os estudantes em prodiga algarvia
Retalhando o cadaver delicado
Jogam chufas de sordida alegria.

Mais tarde o esqueleto dissecado
Assiste ás prelecções d'anatomia
Á escuta com ar petrificado.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Joaquim de Melo Freitas
Título
No theatro anatomico
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-no-theatro-anatomico--joaquim-de-melo-freitas-d876d7
Cita recomendada
Joaquim de Melo Freitas, «No theatro anatomico», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-no-theatro-anatomico--joaquim-de-melo-freitas-d876d7.html

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