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PoetósferaLa BibliotecaAntónio Cândido Gonçalves Crespo

António Cândido Gonçalves Crespo · Modernismo

No jogo das cannas — A Camillo Castello Branco

portugués

Em garbosos corceis da Arabia cavalgando
Entram na larga arêna os próceres luzidos;
Corusca a pedraria, e esplendem, fluctuando,
Dos cocáres a pluma e a sêda dos vestidos.

A quadrilha gentil dos Tavoras ardidos,
Com os lacaios da Tôrre um prélio simulando,
Terça galhardamente; o apparatoso bando
Deixa os olhos da turba em extase embebidos.

Nas janellas do paço é toda a fidalguia:
Que jocundo prazer, que risos, que alegria!
Espectaculo augusto, e nobre, e singular!

O sexto Affonso applaude: emtanto, maliciosa,
Maria de Nemours, sorrindo, a incestuosa!
No cunhado, subtil, poisa o lascivo olhar...

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Cândido Gonçalves Crespo
Título
No jogo das cannas — A Camillo Castello Branco
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-no-jogo-das-cannas-a-camillo-castello-branco--antonio-candido-goncalves-cr-4d0902
Cita recomendada
António Cândido Gonçalves Crespo, «No jogo das cannas — A Camillo Castello Branco», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-no-jogo-das-cannas-a-camillo-castello-branco--antonio-candido-goncalves-cr-4d0902.html

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