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PoetósferaLa BibliotecaAntónio Cândido Gonçalves Crespo

António Cândido Gonçalves Crespo · Modernismo

Na aldeia — A Christovam Ayres

portugués

Duas horas da tarde. Um sol ardente
Nos côlmos dardejando, e nos eirados.
Sobreleva aos sussurros abafados
O grito das bigornas estridente.

A taberna é vazia; mansamente
Treme o loureiro nos humbraes pintados;
Zumbem á porta insectos variegados
Envolvidos do sol na luz tremente.

Fia á soleira uma velhinha: o filho
No céu mal acordou da aurora o brilho,
Sahiu para os cançaços da lavoura.

A nóra lava na ribeira, e os netos
Ao longe correm semi-nús, inquietos,
No mar ondeante da seára loura.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Cândido Gonçalves Crespo
Título
Na aldeia — A Christovam Ayres
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-na-aldeia-a-christovam-ayres--antonio-candido-goncalves-cr-ff3ee7
Cita recomendada
António Cândido Gonçalves Crespo, «Na aldeia — A Christovam Ayres», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-na-aldeia-a-christovam-ayres--antonio-candido-goncalves-cr-ff3ee7.html

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