CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaAntónio Pereira Nobre

António Pereira Nobre · Modernismo

Menino e Moço

portugués

Tombou da haste a flor da minha infancia alada,
Murchou na jarra de oiro o pudico jasmim:
Voou aos altos céus S.^{ta} Aguia, linda fada,
Que d'antes estendia as azas sobre mim.

Julguei que fosse eterna a luz d'essa alvorada,
E que era sempre dia, e nunca tinha fim
Essa vizão de luar que vivia encantada,
N'um castello de prata embutido a marfim!

Mas, hoje, as aguias de oiro, aguias da minha infancia,
Que me enchiam de lua o coração, outrora,
Partiram e no céu evolam-se, a distancia!

Debalde clamo e choro, erguendo aos céus meus ais:
Voltam na aza do vento os ais que a alma chora;
Ellas, porém, Senhor! ellas não voltam mais...

Leça, 1885.

Sigue explorando

Por su autor
António Pereira Nobre · 29 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Memoria á minha mãe ao meu PaeO Meu Cachimbo →

Expediente

Autor
António Pereira Nobre
Título
Menino e Moço
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-menino-e-moco--antonio-pereira-nobre-dacf1c
Cita recomendada
António Pereira Nobre, «Menino e Moço», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-menino-e-moco--antonio-pereira-nobre-dacf1c.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.