CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaTomás António Gonzaga

Tomás António Gonzaga · Romanticismo

Lyra XVIII

portugués

Não mólho, Marilia,
De pranto a masmorra
Que o terno Cupido
Não vôe, e não corra,
A hilo apanhar.
Estende-o nas azas
Sobre elle suspira,
Por fim se retira,
E vai-to levar.

Se o moço não mente,
Aos tristes gemidos,
Aos ais lastimosos
Não guardes unidos,
Marilia, c'os teus:
As lagrimas nossas
No seio amontôa
Fórma azas, e vôa,
Vai pô-las nos Ceos.

A Deosa formosa,
Que amava aos Troianos,
Livra-los querendo
De riscos, e damnos
A Jove buscou.
As aguas, que o rosto
Da Deosa banhárão,
A Jove abrandárão,
E assim os salvou.

Confia-te, ó bella,
Confia-te em Jove;
Ainda se abranda,
Ainda se move
Com ancias de amor.
O pranto de Venus,
Que obrou no Pai tanto,
Não tem que o teu pranto
Apreço maior.

Sigue explorando

Por su autor
Tomás António Gonzaga · 183 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Lyra XVIIILyra XX →

Expediente

Autor
Tomás António Gonzaga
Título
Lyra XVIII
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-lyra-xviii--tomas-antonio-gonzaga-6429f9
Cita recomendada
Tomás António Gonzaga, «Lyra XVIII», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-lyra-xviii--tomas-antonio-gonzaga-6429f9.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.