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Tomás António Gonzaga · Romanticismo

Lyra vi. — Traducção

portugués

Amor que seus passos
Ligeiro movia,
Por mil embaraços
Que hum bosque tecia.

Nos hombros me acena
Com brando raminho;
E logo me ordena
Que siga o caminho.

Por entre a espessura
Do bosque me avanço:
E a traz da ventura
Incauto me lanço.

Já tinha calcado
Os montes mais duros:
C'o peito rasgado
Os rios escuros.

Eis que huma serpente
A lingua vibrando,
Me crava o seu dente,
Me deixa espirando.

Então surprendida
Da dôr que a traspassa,
Minha alma ferida
Aos beiços se passa.

As iras detesta
Amor isto vendo,
E as azas na testa
Me bate dizendo:

Tu choras, tu gemes
Da Serpe tocado,
E o braço não temes
De hum Numen irado?

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Tomás António Gonzaga
Título
Lyra vi. — Traducção
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-lyra-vi-traduccao--tomas-antonio-gonzaga-5f0327
Cita recomendada
Tomás António Gonzaga, «Lyra vi. — Traducção», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-lyra-vi-traduccao--tomas-antonio-gonzaga-5f0327.html

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