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PoetósferaLa BibliotecaAntónio Cândido Gonçalves Crespo

António Cândido Gonçalves Crespo · Modernismo

João de Deus

portugués

A Anthero do Quental

Sempre que o leio, sinto-me captivo
De um não sei quê, de infinda suavidade,
E entram commigo uns longes de saudade,
Que me deixam sizudo e pensativo.

Sonho: quizéra, em triste soledade,
Viver das gentes apartado e esquivo,
E erguer-me a esse planeta primitivo
Onde resplenda a eterna mocidade.

Já o seu nome é tão suave e brando,
Tão eufonico, meigo e delicado,
Que fica nos ouvidos suspirando...

Diz a lenda que vive descuidado,
RAMOS tecendo, e FLORES emmoitando,
Da Chymera nos seios reclinado.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Cândido Gonçalves Crespo
Título
João de Deus
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-joao-de-deus--antonio-candido-goncalves-cr-539283
Cita recomendada
António Cândido Gonçalves Crespo, «João de Deus», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-joao-de-deus--antonio-candido-goncalves-cr-539283.html

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