Messias
Oliveira Martins, por toda a parte,
Se augura que será novo Pombal!
Vou dar-lhe uns leves toques d'immortal
N'um soneto pomposo, primor d'arte!
Prostrada Lusitania, irmã de Marte,
Emerge d'este podre tremedal!
Levanta-te, caduco Portugal,
Que os philtros do Martins vão remoçar-te!
Ouvides estrallar o Terramoto?
O sangue dos ladrões, continuo moto,
Já faz nas praças charcos e meandros!
Ministro redemptor, não retrogrades!
Se Joaquim d'Aguiar foi mata-frades,
Sê tu, bravo Martins, mata-malandros.