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Ernesto Pires · Modernismo

Flor perdida

portugués

Quando sorria a infancia docemente
Aos olhos infantis da minha esp'rança,
Era-me o ceu azul, azul bonança
Me enchia o alegre peito, ternamente.

Brilhante o espaço, a aurora transparente,
Brando o futuro se a illusão avança!...
Assim jámais o coração se cança,
Mostrando á nevoa fria um sol ardente.

Pastam os olhos meigos pelos prados,
Os astros rompem sempre vigorosos
As campinas do ceu, fortes arados.

E murcham sobre a campa luminosos
os lyrios! É que lembram, emigrados
Alegres campos, verdes, deleitosos.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Ernesto Pires
Título
Flor perdida
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-flor-perdida--ernesto-pires-c8956f
Cita recomendada
Ernesto Pires, «Flor perdida», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-flor-perdida--ernesto-pires-c8956f.html

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