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António Feijó · Modernismo

Fabula Antiga

portugués

No principio do mundo o Amor não era cego;
Via mesmo através da escuridão cerrada
Com pupilas de Lynce em olhos de Morcego.

Mas um dia, brincando, a Demencia, irritada,
Num impeto de furia os seus olhos vazou;
Foi a Demencia logo ás feras condemnada,

Mas Jupiter, sorrindo, a pena commutou.
A Demencia ficou apenas obrigada
A acompanhar o Amor, visto que ella o cegou,

Como um pobre que leva um cego pela estrada.
Unidos desde então por invisiveis laços,
Quando o Amor emprehende a mais simples jornada,
Vae a Demencia adeante a conduzir-lhe os passos.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Feijó
Título
Fabula Antiga
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-fabula-antiga--antonio-feijo-3ffd98
Cita recomendada
António Feijó, «Fabula Antiga», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-fabula-antiga--antonio-feijo-3ffd98.html

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