CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaCamilo Pessanha

Camilo Pessanha · Vanguardias / s. XX

Estatua

portugués

Cancei-me de tentar o teu segrêdo:
No teu olhar sem côr,—frio escalpello,—
O meu olhar quebrei, a debate-lo,
Como a onda na crista d'um rochêdo.

Segrêdo d'essa alma e meu degrêdo
E minha obcessão! Para bebe-lo
Fui teu labio oscular, n'um pesadêlo,
Por noites de pavor, cheio de medo.

E o meu osculo ardente, allucinado,
Esfriou sobre o marmore correcto
D'esse entreaberto labio gelado...

D'esse labio de marmore, discreto,
Severo como um tumulo fechado,
Serêno como um pélago quieto.

Sigue explorando

Por su autor
Camilo Pessanha · 1 pieza más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Ao longe os barcos de flores

Expediente

Autor
Camilo Pessanha
Título
Estatua
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-estatua--camilo-pessanha-9ec160
Cita recomendada
Camilo Pessanha, «Estatua», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-estatua--camilo-pessanha-9ec160.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.