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António Feijó · Modernismo

Entre pinheiros e cyprestes

portugués

Entre pinheiros e cyprestes
Fundi em lagrimas os olhos...
Onde estaes vós, almas celestes,
Que entre pinheiros e cyprestes
Em vão procuram os meus olhos?

Na terra fria aqui descansam
Os corações que tanto amei...
Mas os meus braços não alcançam
Na terra fria em que descansam
Os corações que tanto amei.

As vezes ponho o ouvido attento
A ver se os ouço ainda bater...
Mas só me fala a voz do vento,
Sempre que ponho o ouvido attento
A ver se os ouço ainda bater...

Elles que sempre e a toda a hora
Tão nobremente palpitaram...
E já nem sombra resta agora
D'elles que sempre e a toda a hora
Tão nobremente palpitaram!

Mas todo o amor, toda a bondade,
Que em vida as almas enobrece,
Torna a ser luz na immensidade,
Irradiação d'amor, bondade,
Que em vida as almas enobrece...

E nessa luz, a alma que chora
D'um brilho augusto se illumina,
Como uma esprança ou uma aurora,
Em cuja luz, a alma que chora
D'um brilho augusto se illumina...

E ao nosso olhar, d'entre cyprestes,
Estrellas novas apparecem...
Sois vós talvez, almas celestes,
D'entre pinheiros e cyprestes,
Essas estrellas que apparecem...

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Feijó
Título
Entre pinheiros e cyprestes
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-entre-pinheiros-e-cyprestes--antonio-feijo-f5f858
Cita recomendada
António Feijó, «Entre pinheiros e cyprestes», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-entre-pinheiros-e-cyprestes--antonio-feijo-f5f858.html

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