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Ernesto Pires · Modernismo

Depois da morte

portugués

Se a crua morte te arrancar um dia
Dos braços meus, ó pomba estremecida!
Irá no teu caixão a minha vida,
Do meu amor a doce melodia.

Quando sentires collada a terra fria
Sobre o gelado peito e comprimida
A nivea face que a beijar convida
E que continuamente beijaria;

Hasde ouvir minh'alma, suspirando,
Muito de manso, como um tenue alento,
No canto triste do nocturno bando.

Escuta, então, meu lugubre lamento...
No ceu, serena, a lua irá passando,
Por sobre a terra gemerá o vento.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Ernesto Pires
Título
Depois da morte
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-depois-da-morte--ernesto-pires-446f0b
Cita recomendada
Ernesto Pires, «Depois da morte», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-depois-da-morte--ernesto-pires-446f0b.html

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