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Antero de Quental · Modernismo

Communhão (Ao snr. João Lobo de Moura)

portugués

Reprimirei meu pranto!... Considera
Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram,
Quantos as mãos incertas levantaram
Sob este mesmo céo de luz austera!...

—Luz morta! amarga a propria primavera!—
Mas seus pacientes corações luctaram,
Crentes só por instincto, e se apoiaram
Na obscura e heroica fé, que os retempera...

E sou eu mais do que elles? igual fado
Me prende á lei de ignotas multidões.—
Seguirei meu caminho confiado,

Entre esses vultos mudos, mas amigos,
Na humilde fé de obscuras gerações,
Na communhão dos nossos paes antigos.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Communhão (Ao snr. João Lobo de Moura)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-communhao-ao-snr-joao-lobo-de-moura--antero-de-quental-a36213
Cita recomendada
Antero de Quental, «Communhão (Ao snr. João Lobo de Moura)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-communhao-ao-snr-joao-lobo-de-moura--antero-de-quental-a36213.html

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