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PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Beatrice

portugués

Depois que dia a dia, aos poucos desmaiando,
Se foi a nuvem d'ouro ideal que eu vira erguida:
Depois que vi descer, baixar no céo da vida
Cada estrella e fiquei nas trevas laborando:

Depois que sobre o peito os braços apertando
Achei o vacuo só, e tive a luz sumida
Sem ver já onde olhar, e em todo vi perdida
A flor do meu jardim, que eu mais andei regando:

Retirei os meus pés da senda dos abrolhos,
Virei-me a outro céo, nem ergo já meus olhos
Senão á estrella ideal, que a luz d'amor contém...

Não temas pois—Oh vem! o céo é puro, e calma
E silenciosa a terra, e doce o mar, e a alma...
A alma! não vês tu? mulher, mulher! oh vem!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Beatrice
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-beatrice--antero-de-quental-40f6b1
Cita recomendada
Antero de Quental, «Beatrice», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-beatrice--antero-de-quental-40f6b1.html

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