Co'a mente juvenil, sublime, alada
Sabes da térrea Mansão, Mansão profana;
Introduzes, Moniz, a idéa ufana
Lá na de Sóes sem conto Estancia ornada.
Já, de Lysia cantando a Historia honrada,
Sôas qual Grega Musa, ou qual Romana;
Já, medrando nos Céos a força humana,
Teu Metro creador faz Ente o Nada.
Nove Deosas louçãas, tres Deosas nuas
Te abrem thesoiros: cada qual te admira
No verso graças mil, que fôrão suas.
Assás luzio teu Estro: a mais aspira;
E estranho não será que substituas
A tuba de Marão de Flacco á Lyra.