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PoetósferaLa BibliotecaAntónio Cândido Gonçalves Crespo

António Cândido Gonçalves Crespo · Modernismo

Ad agros

portugués

Não tardes, flôr; a aldeia nos espera,
Chovem arômas dos folhudos ramos:
Suspensa do meu braço, eia! partamos!
Olha-nos Deus da crystallina esphera.

Nas manhãs da passada primavera
Com que delícia ethérea nos amámos!
Iremos vêr os nomes que traçámos
No rude tronco em que se enlaça a hera.

Não tardes, meu amôr, sei de um caminho,
Que sobe a encosta, e vae direito ao moinho,
Em cujas vélas bate o vento em cheio...

Seguir-nos-hão as aves namoradas,
Que ao som das tuas infantis risadas
Modularão seu tremulo gorgeio...

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
António Cândido Gonçalves Crespo
Título
Ad agros
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ad-agros--antonio-candido-goncalves-cr-ced085
Cita recomendada
António Cândido Gonçalves Crespo, «Ad agros», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ad-agros--antonio-candido-goncalves-cr-ced085.html

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