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Guerra Junqueiro · Vanguardias / s. XX

Á morte do meu amigo — A. P. De mello

portugués

Eu choro, amigo, eu choro ao ver-te assim
Roubado pela morte ao mundo, á vida;
Ai! que transe cruel, que dor sem fim
Soffrendo está minh'alma enternecida!

Da amizade antes nunca os doces laços
Os nossos corações viesse unir,
Se te havias de ir cedo dos meus braços,
Se tão breve me havias de fugir!

Antes nunca... que não poderei eu
A ventura sem ti jámais achar!
Perdido o leme e o rumo ao barco seu,
Como é que póde o nauta navegar?...

Morreste, e nada tenho já commigo!
Esp'ranças, illusões, sonhos ditosos
D'esses meus dias de prazer, de gosos
Voaram todos para Deus comtigo.

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La Biblioteca

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Autor
Guerra Junqueiro
Título
Á morte do meu amigo — A. P. De mello
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-morte-do-meu-amigo-a-p-de-mello--guerra-junqueiro-8649b5
Cita recomendada
Guerra Junqueiro, «Á morte do meu amigo — A. P. De mello», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-morte-do-meu-amigo-a-p-de-mello--guerra-junqueiro-8649b5.html

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