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Almeida Garrett · Romanticismo

A flor sêcca

portugués

Vai, flor gentil, vai prenda suspirada,
Doce mimo d’amor terno e fagueiro,
Vai, que elle mesmo grato e prazenteiro
Elle te hade levar á minha amada.

Cumpre a que ella te impoz, que é lei sagrada:
Se mudada te achar, sem côr, sem cheiro,
Se o viço, a gala do verdor primeiro
Em tuas pallidas folhas vir crestada,

Diz-lhe que mais que a ti, mais me queimára
O intenso ardor d’aquella saudade
Que a ambos n’este estado nos deixára.

Oh! se um benigno influxo de piedade
De seus formosos olhos te orvalhára...
Qual de nós ambos reviver não hade?

Porto—1819.

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La Biblioteca

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Autor
Almeida Garrett
Título
A flor sêcca
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-flor-secca--almeida-garrett-ba7884
Cita recomendada
Almeida Garrett, «A flor sêcca», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-flor-secca--almeida-garrett-ba7884.html

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