CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaCamilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco · Modernismo

A D. Eusebia da Assumpção, — Alma de vaca

portugués

Noitebó que esvoaçaste
No meu ceo d'alva illusão;
E na chaminé pousaste
Deste ardente coração;
Que mal te fiz, pulga d'alma,
Que mordes, sem compaixão?

Dona Eusebia, gança amada,
Que picaste a minha flor,
Tão do intimo orvalhada
Pelos prantos desta dôr,
Dona Eusebia não me piques
Esta alcachofra d'amor!

Gata brava, não me bufes
Esta luz d'aspiração;
Por quem és, tu não me atufes
Dona Eusebia d'Assumpção,
Nos abysmos insondaveis
D'assanhada ingratidão!

Tu chamaste-me pangaio,
Quando eu quiz um riso teu!
Fulminou-me um impio raio,
Minha aspiração morreu!
Ai! Natercia de chinelos,
Serei eu pangaio? eu!!

Tens no peito ingrata, um chato
Coração de melancia.
Tanto tempo fui teu gato,
Gato d'amor e poesia!
Dona Eusebia, alma de vaca,
Morras tu de hydropesia!

Sigue explorando

Por su autor
Camilo Castelo Branco · 42 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

Aos baroens →

Expediente

Autor
Camilo Castelo Branco
Título
A D. Eusebia da Assumpção, — Alma de vaca
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-d-eusebia-da-assumpcao-alma-de-vaca--camilo-castelo-branco-85f5c2
Cita recomendada
Camilo Castelo Branco, «A D. Eusebia da Assumpção, — Alma de vaca», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-d-eusebia-da-assumpcao-alma-de-vaca--camilo-castelo-branco-85f5c2.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.