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Pedro II do Brasil · Modernismo

Sonetos do Exilio — 3

portugués

Corda que estala em harpa mal tangida,

Assim te vais, ó doce companheira

Da fortuna e do exilio, verdadeira

Metade de minha alma entristecida !

De augusto e velho tronco hastea partida

E transplantada á terra Brasileira,

Lá te fizeste a sombra hospitaleira.

Em que todo infortunio achou guarida.

Feriu-te a ingratidão no seu delirio;

Cahiste, e eu fico a sós, neste abandono,

Do teu sepulchro vacillante cyrio!

Como foste feliz! dorme o teu somno...

Mãe do povo, acabou-se-te o martyrio;

Filha de reis, ganhaste um grande throno!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Pedro II do Brasil
Título
Sonetos do Exilio — 3
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-sonetos-do-exilio-3--pedro-ii-do-brasil-216258
Cita recomendada
Pedro II do Brasil, «Sonetos do Exilio — 3», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-sonetos-do-exilio-3--pedro-ii-do-brasil-216258.html

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