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Pedro II do Brasil · Modernismo

Sonetos do Exilio — 2

portugués

Não maldigo o rigor da iniqua sorte,

Por mais atroz que fosse e sem piedade,

Arrancando-me o throno e a majestade,

Quando a dous passos só estou da morte.

Do jogo das paixões minha alma forte

Conhece bem a estulta variedade,

Que hoje nos dá continua f’licidade

E amanhan nem—um bem que nos conforte.

Mas a dôr que excrucia e que maltrata,

A dôr cruel que o animo deplora,

Que fere o coração e prompto mata.

E’ vêr na mão cuspir á extrema hora

A mesma bocca aduladora e ingrata,

Que tantos beijos nella poz outr’ora.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Pedro II do Brasil
Título
Sonetos do Exilio — 2
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-sonetos-do-exilio-2--pedro-ii-do-brasil-266b8b
Cita recomendada
Pedro II do Brasil, «Sonetos do Exilio — 2», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-sonetos-do-exilio-2--pedro-ii-do-brasil-266b8b.html

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