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Pedro II do Brasil · Modernismo

Sonetos do Exilio — 4

portugués

Aprovação nem-uma o Heróe divino

No drama da Paixão tentou forrar-se,

E na fronte a sangrar sentiu cravar-se

Duro espinho por mãos de algoz ferino.

Vaias do poviléo em desatino,

Sob o látego a carne a lacerar-se,

E, para o sacrificio consummar-se,

Na cruz a morte como escravo indino.

Porém a Virgem Sancta, alto sacrario,

Manda eternal poder que immune seja

De escárneos e baldões da grei malvada.

Deus, ó Deus ! tambem ’stou no meu Calvario:

E assim possa eu morrer antes que veja

A Patria, minha mãe, despedaçada!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Pedro II do Brasil
Título
Sonetos do Exilio — 4
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-sonetos-do-exilio-4--pedro-ii-do-brasil-dde238
Cita recomendada
Pedro II do Brasil, «Sonetos do Exilio — 4», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-sonetos-do-exilio-4--pedro-ii-do-brasil-dde238.html

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