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Guilherme de Azevedo · Modernismo

Ó machinas febris! eu sinto a cada passo

portugués

Ó machinas febris! eu sinto a cada passo,
Nos silvos que soltaes, aquelle canto immenso,
Que a nova geração nos labios traz suspenso
Como a estancia viril d'uma epopea d'aço!

Emquanto o velho mundo arfando de cansaço
Prostrado cae na luta; em fumo negro e denso
Levanta-se a espiral d'esse moderno incenso
Que offusca os deuses vãos, anuviando o espaço!

Vós sois as creações fulgentes, fabulosas,
Que, vibrantes, crueis, de lavas sequiosas,
Mordeis o pedestal da velha Magestade!

E as grandes combustões que sempre vos consomem
Começam, n'um cadinho, a refundir o homem
Fazendo resurgir mais larga a Humanidade!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Guilherme de Azevedo
Título
Ó machinas febris! eu sinto a cada passo
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-machinas-febris-eu-sinto-a-cada-passo--guilherme-de-azevedo-c63006
Cita recomendada
Guilherme de Azevedo, «Ó machinas febris! eu sinto a cada passo», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-machinas-febris-eu-sinto-a-cada-passo--guilherme-de-azevedo-c63006.html

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