CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaGuilherme de Azevedo

Guilherme de Azevedo · Modernismo

Ó pobres versos meus, lançae-vos pela estrada

portugués

Ó pobres versos meus, lançae-vos pela estrada
Agreste e pedregosa, aonde os companheiros
Da luta, encontrareis, meus infimos guerreiros,
Formando os batalhões da bellica avançada!

E o trajo em desalinho, a face illuminada,
Transponde, sem demora, os fossos derradeiros
Que separam de nós os braços justiceiros
Da serena Verdade, a Deusa idolatrada.

Vencidos no combate, ou pouco ou nada importa.
Ao chão vergae sem pena a faço semi-morta,
Mordendo, inda a lutar, o pó da enorme liça:

E tudo, emfim, esquecendo; os odios e os desprezos;
Que d'entre vós alguns, ao menos, fiquem prezos
Como fios de luz, ao manto da Justiça!

Sigue explorando

Por su autor
Guilherme de Azevedo · 46 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Ó machinas febris! eu sinto a cada passoO Ultimo D. Juan →

Expediente

Autor
Guilherme de Azevedo
Título
Ó pobres versos meus, lançae-vos pela estrada
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-pobres-versos-meus-lancae-vos-pela-estrada--guilherme-de-azevedo-16b4ec
Cita recomendada
Guilherme de Azevedo, «Ó pobres versos meus, lançae-vos pela estrada», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-pobres-versos-meus-lancae-vos-pela-estrada--guilherme-de-azevedo-16b4ec.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.