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PoetósferaLa BibliotecaAlexandre José de Melo Morais Filho

Alexandre José de Melo Morais Filho · Modernismo

M. M. F. Poe. 6

portugués

E’ caboclinho feio,

Alta noite na mata a assoviar ;

Quando alguem o encontra nas estradas

Saltando encruzilhadas,

Se põe a esconjurar !

E’ alma de um Tapuio

Fazendo diabruras no sertão...

Cavalgando o queixada mais bravio,

Transpõe valles e rio

Com um cachimbo na mão !

Assombro das manadas,

Enreda a onça em moitas de cipó ;

De montanha em montanha vai pulando,

Vai quasi que voando,

Suspenso n’um pé só !

Ao pobre viandante

Assombra e ataca em meio do caminho ;

E pede fumo e fogo, e sem demora

Lhe mostra a Caipora

Seu negro cachimbinho.

Servido no que pede,

A contas justas, safa-se a correr...

Do contrario, se fica descontente,

De cocegas a gente

Faz rir até morrer.

E’ caboclinho feio,

Alta noite na mata a assoviar ;

No norte, diz o povo convencido :

— Não indo prevenido

Não é bom viajar !

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Por su autor
Alexandre José de Melo Morais Filho · 2 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Alexandre José de Melo Morais Filho
Título
M. M. F. Poe. 6
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-m-m-f-poe-6--alexandre-jose-de-melo-morai-26d673
Cita recomendada
Alexandre José de Melo Morais Filho, «M. M. F. Poe. 6», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-m-m-f-poe-6--alexandre-jose-de-melo-morai-26d673.html

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