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Alphonsus de Guimaraens · Vanguardias / s. XX

Cysnes brancos

portugués

O’ cysnes brancos, cysnes brancos,

Porque viestes, se era tão tarde?

O sol não beija mais os flancos

Da montanha onde morre a tarde.

O’ cysnes brancos, dolorida,

Minh’alma sente dores novas.

Cheguei á terra promettida:

E’ um deserto cheio de covas.

Voae para outras risonhas plagas,

Cysnes brancos! Sêde felizes...

Deixae-me só com as minhas chagas,

E só com as minhas cicatrizes.

Venham as aves agoireiras,

De risada que esfria os ossos...

Minh’alma, cheia de caveiras,

Está branca de padre-nossos.

Queimando a carne como brazas,

Venham as tentações damninhas,

Que eu lhes porei, bem sob as azas,

A alma cheia de ladainhas.

O’ cysnes brancos, cysnes brancos,

Doce afago de alva plumagem!

Minh’alma morre aos solavancos

Nesta medonha carruagem...

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Alphonsus de Guimaraens
Título
Cysnes brancos
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-cysnes-brancos--alphonsus-de-guimaraens-489a32
Cita recomendada
Alphonsus de Guimaraens, «Cysnes brancos», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-cysnes-brancos--alphonsus-de-guimaraens-489a32.html

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