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Alphonsus de Guimaraens · Vanguardias / s. XX

Como se moço e não bem velho eu fosse

portugués

Como se moço e não bem velho eu fosse,
Uma nova ilusão veio animar-me,
Na minh'alma floriu um novo carme,
O meu ser para o céu alcandorou-se.

Ouvi gritos em mim como um alarme.
E o meu olhar, outrora suave e doce,
Nas ânsias de escalar o azul, tornou-se
Todo em raios, que vinham desolar-me.

Vi-me no cimo eterno da montanha
Tentando unir ao peito a luz dos círios
Que brilhavam na paz da noite estranha.

Acordei do áureo sonho em sobressalto;
Do céu tombei ao caos dos meus martírios,
Sem saber para que subi tão alto...

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La Biblioteca

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Autor
Alphonsus de Guimaraens
Título
Como se moço e não bem velho eu fosse
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-como-se-moco-e-nao-bem-velho-eu-fosse--alphonsus-de-guimaraens-c2a2eb
Cita recomendada
Alphonsus de Guimaraens, «Como se moço e não bem velho eu fosse», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-como-se-moco-e-nao-bem-velho-eu-fosse--alphonsus-de-guimaraens-c2a2eb.html

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