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Alphonsus de Guimaraens · Vanguardias / s. XX

Cantem outros a clara cor virente

portugués

Cantem outros a clara cor virente
Do bosque em flor e a luz do dia eterno...
Envoltos nos clarões fulvos do oriente,
Cantem a primavera: eu canto o inverno.

Para muitos o imoto céu clemente
É um manto de carinho suave e terno:
Cantam a vida, e nenhum deles sente
Que decantando vai o próprio inferno.

Cantem esta mansão, onde entre prantos
Cada um espera o sepulcral punhado
De úmido pó que há de abafar-lhe os cantos...

Cada um de nós é a bússola sem norte.
Sempre o presente pior do que o passado.
Cantem outros a vida: eu canto a morte...

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Por su autor
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Autor
Alphonsus de Guimaraens
Título
Cantem outros a clara cor virente
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-cantem-outros-a-clara-cor-virente--alphonsus-de-guimaraens-358f99
Cita recomendada
Alphonsus de Guimaraens, «Cantem outros a clara cor virente», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-cantem-outros-a-clara-cor-virente--alphonsus-de-guimaraens-358f99.html

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