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Alphonsus de Guimaraens · Vanguardias / s. XX

Deus é a luz celestial que os astros unge e veste

portugués

Deus é a luz celestial que os astros unge e veste,
E dessa eterna luz nós todos fomos feitos.
Um fulgor de orações brilha nos nossos peitos:
É o reflexo estelar dessa origem celeste.

O homem mais louco e vil, cuja alma ímpia se creste
Aos fogos infernais dos mais torpes defeitos,
De vez em quando sente esplendores eleitos,
Que tombam nele como o luar sobre um cipreste.

Quem não sentiu no peito a carícia divina,
A enchê-lo de clarões na transparência hialina
De um astro que cintila em pleno azul sem véus?

Tudo é luz na nossa alma, e o mais vil, o mais louco,
Bem sabe que esta vida é um sol que dura pouco
E que Deus vive em nós como dentro dos céus...

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Autor
Alphonsus de Guimaraens
Título
Deus é a luz celestial que os astros unge e veste
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-deus-e-a-luz-celestial-que-os-astros-unge-e-vest--alphonsus-de-guimaraens-c4d1f2
Cita recomendada
Alphonsus de Guimaraens, «Deus é a luz celestial que os astros unge e veste», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-deus-e-a-luz-celestial-que-os-astros-unge-e-vest--alphonsus-de-guimaraens-c4d1f2.html

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