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Manuel Maria Barbosa du Bocage · Romanticismo

Chorosos versos meus desentoados

portugués

Chorosos versos meus desentoados,
Sem arte, sem beleza e sem brandura,
Urdidos pela mão da Desventura,
Pela baça Tristeza envenenados:

Vede a luz, não busqueis, desesperados,
No mudo esquecimento a sepultura;
Se os ditosos vos lerem sem ternura,
Ler-vos-ão com ternura os desgraçados.

Não vos inspire, ó versos, covardia
Da sátira mordaz o furor louco,
Da maldizente voz a tirania.

Desculpa tendes, se valeis tão pouco;
Que não pode cantar com melodia
Um peito, de gemer cansado e rouco.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Título
Chorosos versos meus desentoados
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-chorosos-versos-meus-desentoados--manuel-maria-barbosa-du-boca-881b5b
Cita recomendada
Manuel Maria Barbosa du Bocage, «Chorosos versos meus desentoados», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-chorosos-versos-meus-desentoados--manuel-maria-barbosa-du-boca-881b5b.html

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