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Manuel Maria Barbosa du Bocage · Romanticismo

Cante a guerra quem fôr arrenegado

portugués

Cante a guerra quem for arrenegado,
Que eu nem palavra gastarei com ele;
Minha Musa será sem par canela
Co'um felpudo coninho abraseado:

Aqui descreverei com arreitado
N'um mar de bimbas navegando à vela,
Cheguei, propício o vento, à doce, àquela
Enseada d'Amor, rei coroado:

Direi também os beijos sussurrantes,
Os intrincados nós das línguas ternas,
E o aturado fungar de dois amantes :

Estas glórias serão na fama eternas;
Às minhas cinzas me farão descantes
Fêmeos vindouros, alargando as pernas.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Título
Cante a guerra quem fôr arrenegado
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-cante-a-guerra-quem-for-arrenegado--manuel-maria-barbosa-du-boca-b76ef6
Cita recomendada
Manuel Maria Barbosa du Bocage, «Cante a guerra quem fôr arrenegado», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-cante-a-guerra-quem-for-arrenegado--manuel-maria-barbosa-du-boca-b76ef6.html

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