Não chores, Nize, a avesinha
Que o fado roubar-te veio;
Antes a morte em teu seio,
Que a vida longe de ti.
Ella prendeu-se por gôsto
Em teus cabellos trahidores,
Preferiu grilhões de amôres
A’s azas do colihry.
Enxuga pois os teus olhos,
E sôbre o tumulo della
Depõe a saüdade bella
Por epitaphio de amôr!
Foi o amôr, quem roubou-te
A feliz alada escrava,
Pois quasi inteira occupava
Teu fechado coração.
Amôr quiz deixar vazio
Teu peito p’ra outro affecto,
Teu peito está de suéto,
Agora, aprende a lição.