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Aureliano Lessa · Romanticismo

A Rosa branca

portugués

Guarda essa flôr, ó querida,

Sim, guarda-a por tua vida

Bem junto do coração;

Ella é a flôr da innocencia,

Inda não fanou-lhe a essencia

Nenhuma profanação.

Imita essa flôr singela,

Na candura a flôr mais bella,

Que nasce no coração:

Senão verás de desgôsto

Co’as azas cobrir o rosto

O teu anjo guardião.

Colhi-a hoje do galho,

Inda humida do orvalho

Da luz ao primeiro alvôr;

E já zephyros ligeiros

A cercavam bandoleiros

Com muitos modos de amôr.

Não depuz nella um só beijo,

Pois seria de sobejo

Para manchar-lhe o candôr;

Para que logo murchasse,

E de branca se tornasse

Na mais purpurina côr.

Sê pois como a flôrzinha,

Tenha ella uma irmãsinha

Dentro de teu coração:

E’ a rosa da innocencia,

Rosa de angelica essencia,

Que Deus só ama em botão.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Aureliano Lessa
Título
A Rosa branca
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-rosa-branca--aureliano-lessa-06fc12
Cita recomendada
Aureliano Lessa, «A Rosa branca», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-rosa-branca--aureliano-lessa-06fc12.html

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