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Aureliano Lessa · Romanticismo

A’ Diamantina (II)

portugués

Vêde a nympha serrana! Ella se inclina

No outeiro, descançando os pés na rocha,

Que guarda o seu thesouro;

E’ uma flôr que entre rubins desbrocha,

Humectada por fonte crystallina

Correndo em leito d’ouro.

Jaz-lhe na aurora recurvado sêrro,

Longo, escamoso, qual petrificada

Gigantesca serpente;

Sentinella, que dorme descuidada,

Emquanto róe-lhe as visceras o ferro

Da garimpeira gente.

Como fragmentos d’alva porcellana

Ao pé do sol sob lâmina lampejam

Desparzidos na arêa;

Assim aos olhos do viajôr alvejam

Os muros mil da senhoril Serrana

Que de branco se arrêa.

Oh! eu amo essa nympha tão formosa,

Que sorriu-me ao nascer; aqui me trazem

Lembranças da que amei…

Ali chorei no tumulo onde jazem

As cinzas frias da mulher piedosa

Cujo seio habitei!…

Vinde, amigos, oh! vinde pressurosos

Bemdizer uma vez meu patrio berço

No solo hospitaleiro,

No adamantino cofre do Universo

Onde estacam os olhos cubiçosos

Do ávido estrangeiro.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Aureliano Lessa
Título
A’ Diamantina (II)
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-diamantina-ii--aureliano-lessa-ca601d
Cita recomendada
Aureliano Lessa, «A’ Diamantina (II)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-diamantina-ii--aureliano-lessa-ca601d.html

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