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PoetósferaLa BibliotecaPedro Kilkerry

Pedro Kilkerry · Modernismo

Vinho

portugués

Alma presa da Grécia, em prisão de turquesa!
Vibre a Vida a cantar nessas taças à Vida,
Como, dentro do Sangue, a Alma da Natureza
— Num seio nu, num ventre nu, — ferve incendida!

Vinho de Cós! e quente! a escorrer sobre a mesa
Como um rio de fogo, onde vela perdida,
Braço branco, embalada à flor da correnteza,
Floresce ao sol, floresce à luz, floresce à Vida!

Oh! bem-vinda; bem-vinda essa vela que chega!
Nau de rastro que traz a ilusão de uma grega
Descerrando à Volúpia a clâmida aquecida...

Vinho de Cós! vinho de Cós! e os nossos olhos
De Virgílios a errar entre vagas e escolhos,
Argonautas de Amor sobre os mares da Vida!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Pedro Kilkerry
Título
Vinho
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-vinho--pedro-kilkerry-53b335
Cita recomendada
Pedro Kilkerry, «Vinho», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-vinho--pedro-kilkerry-53b335.html

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