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Pedro Kilkerry · Modernismo

Velhinho

portugués

À Piche do Jackson

Não, não é que comigo ele nascesse... A sua asa
Só a um tempo ruflou, desse modo, tamanho!
- Bateu-me o coração. E outro eu não sei que, estranho,
Rudemente o rasgou, como o seu bico em brasa.

Entrou-no todo, enfim, como quem entra em casa,
E em meu sangue, a cantar, fez de um boêmio no banho.
Ah! Que pássaro mau!E nunca mais o apanho!
Vês: estou velho já... treme-me o passo, e atrasa...

Olha-no bem, no peito, um rubro ninho aberto!
Hoje, fúnebre, a piar uma estrige ao telhado,
E o meu seio vazio! E o meu leito deserto!

Ah! Vivi só por ver, como curvo aqui fico,
Esse pássaro voar, longamente, um bocado
De músculo pingando a levar-me no bico!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Pedro Kilkerry
Título
Velhinho
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-velhinho--pedro-kilkerry-0ccd05
Cita recomendada
Pedro Kilkerry, «Velhinho», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-velhinho--pedro-kilkerry-0ccd05.html

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