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PoetósferaLa BibliotecaMaria Adelaide Fernandes Prata

Maria Adelaide Fernandes Prata · Modernismo

Supplica d'uma virgem

portugués

Ante a cruz prostrada ó Deus,

Por aquelle venho orar

Que para longiquas terras

Partiu triste a suspirar:

Aqui na mansão dos mortos

Veio saudoso encontrar-me,

De minha mãe, junto á campa

Veio eterno amor jurar-me;

Triste adeus da despedida,

Mal pôde balbuciar!..

Partiu logo! e eil-o agora

N'alto mar a navegar!..

Mas ai! os ventos sibilam,

As vagas quebram-se iradas,

Os relampagos fuzilam

Entre nuvens carregadas!

O' que noute tenebrosa!

Abala-se a redondeza,

Tudo são ruinas, pranto,

Jaz n'um cháos a natureza!

Dá no mar ó Deus bonança,

Protege o triste amador,

Que volte à patria ditoso,

Sem que olvide o seu amor !...

Foi no céo ouvida a virgem,

Deus a tormenta findou

E um anjo d'azas brancas,

Logo na terra baixou:

Não temas, elle lhe disse,

De teu desposado a sorte;

Eu serei sempre seu guia,

Elle será teu consorte.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Maria Adelaide Fernandes Prata
Título
Supplica d'uma virgem
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-supplica-d-uma-virgem--maria-adelaide-fernandes-pra-e61b72
Cita recomendada
Maria Adelaide Fernandes Prata, «Supplica d'uma virgem», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-supplica-d-uma-virgem--maria-adelaide-fernandes-pra-e61b72.html

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