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Antero de Quental · Modernismo

Só! - Ao ermita sozinho na montanha

portugués

Só! — Ao ermita sósinho na montanha
Visita-o Deus e dá-lhe confiança:
No mar, o nauta, que o tufão balança,
Espera um sopro amigo que o céo tenha...

Só! — Mas quem se assentou em riba estranha,
Longe dos seus, lá tem inda a lembrança:
E Deus deixa-lhe ao menos a esperança
Ao que á noite soluça em erma penha...

Só! — Não o é quem na dor, quem nos cançaços,
Tem um laço que o prenda a este fadario.
Uma crença, um desejo... e inda um cuidado...

Mas cruzar, com desdem, inertes braços,
Mas passar, entre turbas, solitario,
Isto é ser só, é ser abandonado!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Só! - Ao ermita sozinho na montanha
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-so-ao-ermita-sozinho-na-montanha--antero-de-quental-719c42
Cita recomendada
Antero de Quental, «Só! - Ao ermita sozinho na montanha», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-so-ao-ermita-sozinho-na-montanha--antero-de-quental-719c42.html

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