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Antero de Quental · Modernismo

Sempre o futuro, sempre! e o presente

portugués

Sempre o futuro, sempre! e o presente
Nunca! Que seja esta hora em que se existe
De incerteza e de dor sempre a mais triste,
E só farte o desejo um bem ausente!

Ai! que importa o futuro, se inclemente
Essa hora, em que a esperança nos consiste,
Chega... é presente... e só á dor assiste?...
Assim, qual é a esperança que não mente?

Desventura ou delirio?... O que procuro,
Se me foge, é miragem enganosa,
Se me espera, peor, espectro impuro...

Assim a vida passa vagarosa:
O presente, a aspirar sempre ao futuro:
O futuro, uma sombra mentirosa.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Sempre o futuro, sempre! e o presente
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-sempre-o-futuro-sempre-e-o-presente--antero-de-quental-e0cc30
Cita recomendada
Antero de Quental, «Sempre o futuro, sempre! e o presente», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-sempre-o-futuro-sempre-e-o-presente--antero-de-quental-e0cc30.html

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