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Vicente de Carvalho · Vanguardias / s. XX

Rosa, rosa de amor (1902) — Serenata

portugués

Pela vasta noite indolente

Voga um perfume estranho.

Eu sonho... E aspiro o vago aroma ausente

Do teu cabello castanho.

Pela vasta noite tranquilla

Pairam, longe, as estrellas.

Eu sonho... O teu olhar tambem scintilla

Assim, tão longe como ellas.

Pela vasta noite povoada

De rumores e arquejos

Eu sonho... E’ tua voz, entrecortada

De suspiros e de beijos.

Pela vasta noite sem termo,

Que deserto sombrio!

Eu sonho... Inda é mais triste, inda é mais ermo

O nosso leito vasio.

Pela vasta noite que finda

Sóbe o dia risonho...

E eu cerro os olhos para ver-te ainda,

Ainda e sempre, em meu sonho.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Vicente de Carvalho
Título
Rosa, rosa de amor (1902) — Serenata
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-rosa-rosa-de-amor-1902-serenata--vicente-de-carvalho-7055a8
Cita recomendada
Vicente de Carvalho, «Rosa, rosa de amor (1902) — Serenata», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-rosa-rosa-de-amor-1902-serenata--vicente-de-carvalho-7055a8.html

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