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Vicente de Carvalho · Vanguardias / s. XX

Rosa, rosa de amor (1902) — Desilludida

portugués

Sou como a corça ferida

Que vai, sedenta e arquejante,

Gastando uns restos de vida

Em busca da agua distante.

Bem sei que já me não ama,

E sigo amorosa e afflicta,

Essa voz que não me chama,

Esse olhar que não me fita.

Bem reconheço a loucura

Deste amor abandonado

Que se abre em flor, e procura

Viver de um sonho acabado;

E é como a corça ferida

Que vai, sedenta e arquejante,

Gastando uns restos de vida

Em busca da agua distante:

Só, perdido no deserto,

Segue empós do seu carinho;

Vai-se arrastando ...e vai certo

Que morre pelo caminho.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Vicente de Carvalho
Título
Rosa, rosa de amor (1902) — Desilludida
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-rosa-rosa-de-amor-1902-desilludida--vicente-de-carvalho-ed3b28
Cita recomendada
Vicente de Carvalho, «Rosa, rosa de amor (1902) — Desilludida», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-rosa-rosa-de-amor-1902-desilludida--vicente-de-carvalho-ed3b28.html

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