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Pedro Kilkerry · Modernismo

Ritmo Eterno

portugués

Abro as asas da Vida à Vida que há lá fora.
Olha... Um sorriso da alma! — Um sorriso da aurora!
E Deus — ou Bem! ou Mal — é Deus cantando em mim,
Que Deus és tu, sou eu — a Natureza assim.

Árvore! boa ou má, os frutos que darás
Sinto-os sabendo em nós, em mim, árvore, estás.
E o Sol, de cujo olhar meu pensamento inundo,
Casa multiplicando as asas deste mundo...

Oh, braços para a Vida! Oh, vida para amar!
Sendo uma onda do mar, dou-me ilusões de um mar...
Alvor, turquesa, ondula a matéria... É veludo,

É minh'alma, é teu seio, e um firmamento mudo.
Mas, aos ritmos da Terra, és um ritmo do Amor?
Homem! ouvir a teus pés a Natureza em flor!

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Expediente

Autor
Pedro Kilkerry
Título
Ritmo Eterno
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ritmo-eterno--pedro-kilkerry-399e3f
Cita recomendada
Pedro Kilkerry, «Ritmo Eterno», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ritmo-eterno--pedro-kilkerry-399e3f.html

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