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Aureliano Lessa · Romanticismo

Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Tristeza

portugués

Dizes que meu amôr te encanta a vida,

Teus alvos dias, teus nocturnos sonhos;

Mas tens a face de prazer tingida,

Teus labios são risonhos!

Não podem florescer o amôr e o riso

Nos mesmos labios: da paixão o fogo

Mata as rosas do rosto, de improviso

Gera a tristeza logo.

Olha: minh’alma é pallida e tristonha,

Minha fronte é nublada, e sempre afflicta;

Entretanto uma imagem bem risonha

Dentro em minh’alma habita.

Mas esse ermo sorrir, que eu tenho n’alma,

Não é como da aurora o riso ardente;

E’ o sorrir da estrêlla em noite calma

Brilhando docemente.

Ah! se me queres á teus pés prostrado,

Troca o riso por pallida belleza:

Mulher! torna-te o anjo que hei sonhado,

Um anjo de tristeza!

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Autor
Aureliano Lessa
Título
Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Tristeza
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-poesias-posthumas-do-dr-aureliano-jose-lessa-tri--aureliano-lessa-573127
Cita recomendada
Aureliano Lessa, «Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Tristeza», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-poesias-posthumas-do-dr-aureliano-jose-lessa-tri--aureliano-lessa-573127.html

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