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Aureliano Lessa · Romanticismo

Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Soneto (II)

portugués

Faço timbre uma vez de aborrecer-te,

Mil vezes faço timbre de adorar-te,

Tuas faltas de amôr mandam deixar-te,

Minha viva paixão manda querer-te.

Se procuro, cruel; deixar de vêr-te,

A tristeza me cérca em toda a parte;

Se para allívio meu busco fallar-te,

Sinto n’alma pezar de conhecer-te!

Oh! tu, causa cruel de meus tormentos,

Oh! tu, querida ingrata! minha sorte

Ouve; escuta meus ais, e meus lamentos!

Já que viver não posso em tal transporte,

Já que o céo não me muda os soffrimentos,

Ou muda tu de genio, ou dá-me a morte!

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Expediente

Autor
Aureliano Lessa
Título
Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Soneto (II)
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-poesias-posthumas-do-dr-aureliano-jose-lessa-son--aureliano-lessa-c73e3f
Cita recomendada
Aureliano Lessa, «Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Soneto (II)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-poesias-posthumas-do-dr-aureliano-jose-lessa-son--aureliano-lessa-c73e3f.html

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