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Basílio da Gama · Ilustración

O Uraguay — Ao Author

portugués

PArece-me que vejo a groſſa enchente,

E a villa errante, que nas aguas boya:

Deteſto os crimes da infernal tramoya:

Choro a Cacambo, e a Cepé valente.

Não he preſſagio vão: lerá gente

A guerra do Uraguay, como a de Troya;

E o lagrimoſo caſo de Lindoya

Fará ſentir o peito, que não ſente.

Ao longe, a Inveja hum paiz ermo, e bronco

Infecte com ſeu halito perverſo,

Que a ti ſó chega o mal distincto ronco.

Ah! conſente que o meu junto ao teu verſo,

Qual fraca vide, q̃ ſe arrima a hum tronco,

Tambem vá diſcorrer pelo Univerſo.

ENtro pelo Uraguay: vejo a cultura

Das novas terras por engenho claro;

Mas chego ao Templo mageſtoſo, e paro

Embebido nos raſgos da pintura.

Vejo erguer-ſe a Republica perjura

Sobre alicerces de hum dominio avaro:

Vejo diſtinctamente, ſe reparo,

De Caco uſurpador a cova eſcura.

Famoſo Alcides, ao teu braço forte

Torca vingar os ſceptrosm e is altares:

Arranca a eſpada, deſcarrega o corte.

E tu, Termindo, leva pelos ares

A grande acção; já que te coube em ſorte

A glorioſa parte de a cantares.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Basílio da Gama
Título
O Uraguay — Ao Author
Lengua
portugués
Época
Ilustración
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-uraguay-ao-author--basilio-da-gama-2034be
Cita recomendada
Basílio da Gama, «O Uraguay — Ao Author», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-uraguay-ao-author--basilio-da-gama-2034be.html

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