CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

O Palácio da Ventura

portugués

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

Sigue explorando

Por su autor
Antero de Quental · 63 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← NoxO que diz a morte →

Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
O Palácio da Ventura
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-palacio-da-ventura--antero-de-quental-ca2ccf
Cita recomendada
Antero de Quental, «O Palácio da Ventura», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-palacio-da-ventura--antero-de-quental-ca2ccf.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.