CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaGuilherme de Azevedo

Guilherme de Azevedo · Modernismo

Eis a velha cidade! a cortesã devassa

portugués

Eis a velha cidade! a cortesã devassa,
A velha imperatriz da inercia e da cubiça,
Que da torpeza acorda e á pressa corre á missa!
Baixando o olhar incerto em frente de quem passa!

Ella estreita no seio a velha populaça,
Nas vis dissoluções da lama e da preguiça,
E nunca o santo impulso, o grito da Justiça,
Lhe fez estremecer a fibra inerte e lassa!

E póde receber o beijo e a bofetada
Sem que sinta o rubor da colera sagrada
Acender-lhe na face as duas rosas bellas!

Sómente d'um sorriso alvar e deshonesto,
Ás vezes, acompanha o provocante gesto
Quando sôa a guitarra, á noite, nas viellas!

Sigue explorando

Por su autor
Guilherme de Azevedo · 46 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Boas noites coveiro: a tua enxadaEu poucas vezes canto os casos melancolicos →

Expediente

Autor
Guilherme de Azevedo
Título
Eis a velha cidade! a cortesã devassa
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-eis-a-velha-cidade-a-cortesa-devassa--guilherme-de-azevedo-0b97bd
Cita recomendada
Guilherme de Azevedo, «Eis a velha cidade! a cortesã devassa», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-eis-a-velha-cidade-a-cortesa-devassa--guilherme-de-azevedo-0b97bd.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.