CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaGuilherme de Azevedo

Guilherme de Azevedo · Modernismo

Boas noites coveiro: a tua enxada

portugués

Boas noites coveiro: a tua enxada
Não cessa ha tanto tempo de cavar?!
Cavalleiro da morte, ó fronte desolada
Não sentes a mão tremula e cançada
De tanto trabalhar!

Tu esperas hoje as legiões sombrias
De mortos, que eu supponho ao longe ver?
Os felizes caídos nas orgias
E os tristes que além todos os dias
O gelo vem colher?!

Que immensa valla aberta! são medonhos
Os risos d'essa boca infame, alvar!...
Descansa dos teus dias enfadonhos!
—Eu cavo a sepultura dos teus sonhos
Não posso descançar!

Sigue explorando

Por su autor
Guilherme de Azevedo · 46 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Astro da RuaEis a velha cidade! a cortesã devassa →

Expediente

Autor
Guilherme de Azevedo
Título
Boas noites coveiro: a tua enxada
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-boas-noites-coveiro-a-tua-enxada--guilherme-de-azevedo-ee8613
Cita recomendada
Guilherme de Azevedo, «Boas noites coveiro: a tua enxada», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-boas-noites-coveiro-a-tua-enxada--guilherme-de-azevedo-ee8613.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.