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Aureliano Lessa · Romanticismo

Desengano (I)

portugués

Vai-te, esperança,

Com teu sorriso;

Nelle diviso

Os laços teus.

Rompeu-se a venda

Que me illudia;

Eu não te via

Co’os olhos meus.

Tarde conheço

Que entre carinhos

Cravas espinhos

No coração.

Fui teu ludibrio:

Mas os teus laços,

Hoje em pedaços

Feitos estão.

Hoje a descrença

Meu peito habita;

Minha alma afflicta

Trévas trajou.

E o bem que eu via

No meu futuro,

N’um véo escuro

Se eclipsou.

Porvir sonhado,

Amôr celeste,

Nada me déste,

Nada, cruel!

Do amôr na taça

Traguei ancioso

Nas bordas—gôzo,

No fundo—fel.

Tu me trahiste,

O’ esperança!

Esta lembrança

Me matará.

Vai-te, falsaria,

Já não te creio;

Nem mais meu seio

Te acolherá!…

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Aureliano Lessa
Título
Desengano (I)
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-desengano-i--aureliano-lessa-5eecd2
Cita recomendada
Aureliano Lessa, «Desengano (I)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-desengano-i--aureliano-lessa-5eecd2.html

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